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Três destinos para você viajar de bike no Brasil

Três destinos para você viajar de bike no Brasil

A bike é sem dúvida a parceira perfeita em viagens. Se você já é experiente ou quer uma inspiração para começar a viajar de bike, selecionamos três destinos incríveis no país para você conhecer em cima de uma magrela.

Circuito das Araucária

Criado em 2012, o Circuito das Araucárias passa por quatro municípios do interior de Santa Catarina: Campo Alegre, Corupá, São Bento do Sul e Rio Negrinho. O Circuito contempla atrativos naturais variados, entre mata atlântica, florestas de araucárias e cachoeiras.

Ao todo são 250 quilômetros de estradas de terra em bom estado de conservação. Mas há várias seções de subidas pouco recomendadas para quem não está com o pedal em dia. O percurso é inteiramente sinalizado por placas e, ao longo do caminho, o ciclista carimba o “passaporte” emitido pela Secretaria de Turismo de São Bento do Sul, cidade a 100 quilômetros de Curitiba – o ideal é reservar um dia antes de começar o pedal para se inscrever nesse circuito.

É normal levar entre seis e oito dias para concluir o trajeto. Viajar de bike por lá é uma bela imersão nas culturas alemã, polonesa e italiana do interior do Brasil. A variedade de hospedagens pelo caminho possibilita diferentes planejamentos. Por exemplo, você pode esticar mais o pedal em um dia e suavizar no outro, e vice-versa (veja dicas no site oficial).

Ainda assim, alguns trechos são isolados, sem restaurantes ou mercearias. Mas fique tranquilo que nunca faltam lugares para se conhecer e curtir, como a Estrada Dona Francisca, em Campo Alegre, que conserva trechos originais de sua construção, da metade do século 19.

Distância: 250 km.
Duração: Uma semana.
Bike ideal: Um modelo de cicloturismo com pneus de cravo encara bem esse rolê.
Custo: $$$
Quando ir: O ano todo.
Dificuldade: Recomendado para quem está acostumado com subidas longas com a bike carregada.

FORA DA BIKE: A Rota das Cachoeiras é um dos atrativos imperdíveis para quando você ou seus amigos não estiverem sobre a bike. Trata-se de um trekking de quatro horas que passa por uma incrível sequência de 14 cachoeiras. Em Corupá, faça a trilha até o topo do Morro da Igreja, de 870 metros, uma caminhada de 2h30min (só de ida).

 

Natureza e calmaria na Canastra

Localizado no centro-sul de Minas Gerais, o Parque Nacional da Serra da Canastra é recortado por pequenas estradas de terra que levam a inúmeras cachoeiras e outras paisagens extremamente preservadas. Viajar de bike por lá exige bom senso de orientação e planejamento. Para quem chega por Franca (SP), a aventura começa em Delfinópolis (MG).

Desse ponto sai uma estrada de terra que se transforma na Serra das Sete Voltas, uma dura subida cujo destino é a portaria do parque da cidade Sacramento. O acesso das bikes ao interior desse Parque Nacional é permitido, no entanto é proibido pernoitar lá dentro – e as portas fecham às 18 horas. Para cruzá-lo de ponta a ponta são 65 quilômetros, mas, mesmo que você consiga fazer isso em um único dia, estaria deixando de visitar os lugares mais interessantes.

A alternativa, então, é seguir rumo à Portaria São João Batista, que marca exatamente a metade do trajeto. Próximo a essa saída há um vilarejo bem receptivo e ideal para se acampar por uma noite. No caminho, você passará pelo mirante Casa de Pedra e pelas cachoeiras do Rolim e Casco D’Anta – nesta última encontrará um camping de alto nível próximo à saída homônima, que segue em direção à cidade de São José do Barreiro (MG).

É também na Canastra onde nasce o rio São Francisco, que logo se transforma em uma cachoeira de 180 metros. Mas grande parte do trajeto é pela crista, entre a vegetação rasteira. Por isso uma boa dica é levar bastante água e roupas leves para se proteger do sol. O fim do passeio se dá na portaria de acesso à cidade de São Roque de Minas, que tem excelente infraestrutura turística, com bares agradáveis e pousadas para todos os bolsos.

Distância: 500 km.
Duração: 15 dias.
Bike ideal: Uma mountain bike que te permita carregar alguns apetrechos.
Custo: $$
Quando ir: Entre abril e outubro, durante a estiagem.
Dificuldade: Indicado para bikers de nível avançado, mais pela dificuldade de orientação do que pelas fortes subidas.

FORA DA BIKE: Em Sacramento (MG), próximo a uma das principais portarias do parque nacional de mesmo nome, estão alguns dos atrativos mais impressionantes da Canastra. Um deles é a Gruta dos Palhares (a maior gruta de arenito da América Latina) e a Cachoeira São Basílio. Todas elas podem ser visitadas em trekkings de tirar o fôlego.

 

Rolê de chapar

Distante apenas 60 quilômetros da capital Cuiabá (MT), a Chapada dos Guimarães é bem menos procurada do que as da Diamantina e dos Veadeiros. Mas se engana quem pensa ser menos interessante: cachoeiras, cavernas, lagos e trilhas estão ao alcance das bicicletas nesse pedaço privilegiado do cerrado brasileiro, onde as rochas foram caprichosamente esculpidas pelo tempo.

De bike, siga para o Vale do Rio Claro, onde imperam os famosos paredões dessa chapada. Em estrada asfaltada e com pouco movimento, você passará antes pelo Vale dos Dinossauros, que tem esse nome graças às exóticas formações daquele arenito avermelhado. O rio Claro faz companhia durante todo esse trajeto, e paradas para se banhar ali são inevitáveis.

Outro atrativo impressionante da chapada mato-grossense são as pinturas rupestres, extremamente conservadas e que nos dão a chance de entender um pouco do homem da pré-história. O retorno a Cuiabá de bicicleta é altamente recomendado: uma estrada só com descidas e um visual alucinante te fará apertar os freios várias vezes para tirar fotos.

Distância: 250 km.
Duração: Cinco dias.
Bike ideal: Uma mountain bike para enfrentar estradas de terra e singletracks.
Custo: $$
Quando ir: Entre abril e setembro, já que nos outros meses chove muito.
Dificuldade: Apesar de a distância não assustar, há trilhas técnicas com subidas e descidas pela Chapada dos Guimarães, muitas vezes expostas ao sol.

FORA DA BIKE: Reserve um dia para subir a pé a Serra do Uatmã, o ponto mais alto da chapada. De lá é possível avistar a a planície cuiabana e o parque nacional dos Guimarães. É um trekking pelo meio da mata, que explora a parte alta do chapadão e permite um mergulho na nascente do rio Coxipozinho, que mais à frente vira a majestosa cachoeira Véu da Noiva.

 

Fonte: Bicycling

 

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